quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Campanha de Beto vive o temor da delação premiada do caso Sindimoc

As ligações perigosas do ex-prefeito de Curitiba, Beto Richa, com os dois sindicalistas presos na terça-feira pelo Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado – GAECO, podem vir à tona se Valdenir Dias e Denilson Pires aceitarem as propostas de delação premiada formuladas pelo Ministério Público do Paraná.
Na manhã de terça-feira, 31 de agosto, o GAECO, do Ministério Público do Paraná, deflagrou investigação para apurar denúncias de irregularidades e desvio de verbas do Sindicato dos Motoristas e Cobradores do Transporte de Passageiros de Curitiba e Região Metropolitana – SINDIMOC.

Tanto o vereador Denilson Pires, presidente do Sindimoc, quanto Valdenir Dias, advogado da entidade, tem ligações estreitas com Beto Richa, candidato do PSDB ao governo do Paraná. Denílson, que é vereador pelo DEM, integra a base do prefeito na Câmara Municipal de Curitiba.

Valdenir Dias é presidente regional do PMN, partido da aliança de Richa na disputa pelo governo do Estado. As ligações do ex-prefeito com os sindicalistas vão muito além da sustentação política.

Valdenir preside a Federação das Associações de Moradores de Curitiba e Região Metropolitana (Femoclan), que mantém relação direta com a prefeitura da capital. Tanto representando o PMN como representando a Femoclan, Valdenir aparecia sempre ao lado de Richa em solenidades.

No dia 26 de junho, por exemplo, Valdenir acompanhou Beto Richa e Ricardo Barros (PP) na convenção estadual do DEM e teceu elogios ao ex-prefeito de Curitiba: “Estamos formando uma grande aliança em torno de um candidato inteligente, bom administrador, leal e correto”.

Na campanha de Richa ao governo, Valdenir é responsável pela ligação entre o comitê tucano e as associações de moradores. Organizava equipes de cabos eleitorais pagos para segurar as bandeiras e fazer a panfletagem para Beto Richa.

Denílson Pires e Valdenir Dias são investigados por formação de quadrilha, desvio de dinheiro do Sindimoc e uso de recursos para financiar campanhas políticas.

A possibilidade da delação premiada é considerada grande porque o escândalo investigado pelo GAECO envolve diversos crimes muito graves, o que aumenta a tendência de algum dos envolvidos buscar alívio de pena colaborando com a Justiça.

Consta nas investigações ainda que o mesmo grupo, tão ligado a Richa, que está à frente desse sindicato desde sua fundação, pode ter envolvimento em crimes de morte.

Nesse período em que controlaram o Sindimoc, o então presidente, Aristides da Silva, conhecido como “Tigrinho”, foi executado a tiros por pistoleiros na praia de Itapoá, Santa Catarina, em 1998.

Recentemente, o ex-diretor da entidade, Alcir Teixeira, conhecido como “Zico”, foi morto da mesma forma, em 2009, após afirmar que iria denunciar as irregularidades ao Ministério Público.

O Sindimoc tem um orçamento superior a R$ 10 milhões por ano, parte deste valor é repassada ao Sindicato em função do pagamento das passagens pelos usuários do sistema de transporte de Curitiba.
O sistema do transporte coletivo de Curitiba é considerado uma das grandes caixas-pretas da administração municipal. Tanto Valdenir Dias quanto Denílson Pires teriam muito a contar sobre isso se decidirem abrir a boca.

Junto com Valdenir Dias, que também é advogado do Sindimoc, e Denílson Pires, foram presos Valdecir Bolette (atual tesoureiro do Sindimoc) e Fátima Butinhoni (assessora do vereador).

Com os presos o Gaeco encontrou e apreendeu R$ 120 mil em dinheiro cuja origem não pode ser explicada. Na campanha de Beto Richa estão sendo desenvolvidas estratégias para evitar que as ligações notórias do ex-prefeito com os sindicalistas presos provoquem danos políticos maiores.

O grande temor alimentado pela campanha de Richa é o de que algum dos presos aceite fazer revelações sobre o que sabe sobre os bastidores da campanha tucana, em especial o que se refere aos financiamentos, com base no instituto da delação premiada.

Nesse caso, segundo algumas avaliações nos meios políticos, podem provocar danos irreversíveis à campanha do ex-prefeito, que já convive com outros escândalos em sua trajetória política.

Beto mostra toda cara de pau ao negar promessa de ficar na Prefeitura

O ex-prefeito Beto Richa deu uma demonstração de cinismo ao negar, durante a sabatina da Folha de S. Paulo/UOL, que tivesse prometido que cumpriria os quatro anos de mandato conquistados em 2008 na Prefeitura de Curitiba.

“Eu nunca disse que cumpriria quatro anos. O que eu disse é que o mandato é de quatro anos”, afirmou o ex-prefeito.

Beto Richa teve o desprazer de se ver desmentido pelas próprias palavras. Logo após fazer essa declaração na sabatina, o site do horaHnews postava uma gravação, feita durante a campanha de 2008, onde ele dizia literalmente: “É evidente que sendo candidato a reeleição, sendo eleito é para cumprir os quatro anos de mandato. Não tenho obsessão alguma de ocupar cargos ou posições. Não tenho obsessão de ser governador ou qualquer coisa”.

Durante a entrevista para a Folha/UOL o ex-prefeito fez outras declarações de flagrante incoerência para quem prometeu ficar quatro anos na prefeitura e deixou o cargo apenas um ano e três meses depois. Em certo momento, criticando seu adversário, Osmar Dias, afirmou: “Político tem que ser previsível. As pessoas que confiam na gente tem que saber que hoje eu estou aqui e amanhã eu vou estar aqui. Não vou estar do outro lado conforme as minhas conveniências pessoais de momento. Campanha se ganha ou se perde. Nós jamais podemos perder a vergonha, o respeito e a dignidade”.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Lula pede voto para Osmar Dias

É Dilma, é Osmar, é Glesi, é Requião. A associação de Osmar com o presidente e sua candidata é cada vez maior. Depois entra Lula dizendo que o Paraná tem um candidato com a maior qualidade, que é Osmar Dias. Por isso ele pede, para governador, vote em Osmar Dias. Osmar diz que às vezes passava a noite no Congresso em Brasília lutando pelo Paraná. Agora, com o trânsito que tem com Lula e com a Dilma, “vamos crescer no passo do Brasil. Você sabe, eu não deixo nada pela metade”, diz o candidato do PDT.

Osmar fala de um novo eixo de transporte rodoviário no interior. Ousadia, criatividade e vontade política, diz ele. Ele conhece todas as regiões do Estado. Mostra a cena em que aprendeu a falar companheiros e companheiras. Tem candidato que só conhece a capital. Não é o caso de Osmar que conhece o Estado inteiro.

Beto fala de assistência social

Assistência social foi o tema de Beto Richa. Chame quem não está na sala, mas traga lencinhos para enxugar as lágrimas. O candidato tucano diz que sempre cuidou das pessoas. É um bom momento para chorar e fazer uso dos lencinhos. Beto fala com moradores carentes que receberam assistência da Prefeitura. A mesma Prefeitura que ele, Beto, abandonou com apenas um ano e três meses de mandato. “Não é uma esmola. É uma troca. É o Cras – Centro de Referência e Assistência Social”, diz o tucano. Flávio Arns, que é do ramo, aparece e fala do assunto, mostrando imagens da tia, Zilda Arns.

Requião salvou Foz

O candidato ao Senado Roberto Requião diz que prática é o critério da verdade. Ele aparece em Foz do Iguaçu. Revela que enterrou os fios da Avenida Brasil, uma rua degradada que ele transformou num shopping. Reconstruiu a escola agrícola. Acabou com a falta de água em Foz. “Parceira é isso, minha gente. O nosso governo transformou o Paraná”. Hoje ele é candidato e quer levar esse jeitão paranaense de fazer as coisas no Senado.

Gleisi com professores

Professores debatem com Gleisi Hoffmann os problemas da educação com alunos e professores. Ela escuta com atenção e dá a receita para resolver os problemas do ensino. Ela vai apresentar e defender no Senado as propostas dos professores.

Ricardo contra o crack

Ricardo Barros diz que a droga é o mal do século. O crack mata e destrói. Até em pequenos distritos do Paraná o crack está presente. Como deputado trouxe recursos para combater as drogas. Já recebeu prêmio do Renato Aragão. Menor infrator não pode ter sua ficha criminal zerada.

Gustavo faz a coisa certa

Fruet faz como deputado tudo o que um deputado deveria fazer. O nosso Gustavo faz isso. Ganhou um monte de títulos bacanas. Um dos cem homens mais influentes da Câmara. Quem conhece o Gustavo vota no Gustavo. Fernanda Richa pede voto para o Gustavo. É a candidatura que mais cresce.

Sessão da tarde

Lula abriu o programa de Osmar dizendo que o que é bom pode melhorar ainda mais com Osmar. Idosa acha que ele vai ganhar, vai ganhar, vai ganhar. Giancarlo e Giovani dividem o taxi por causa da atuação de Osmar no Senado. Ele barrou projeto que impedia a divisão de taxis. Também foi Osmar quem impediu que o Paraná ficasse com a ficha suja. E liquidou a dívida “monstruosa e desumana” gerada pelo Banestado.

Vale à pena fazer política com decência. No segundo mandato Osmar fechou com Lula. O senador aparece em Maringá e Sarandi mostrando uma obra do PAC. São R$ 20 bilhões do PAC. “É a nossa parceria concreta com o governo federal”. Nas suas andanças Osmar fala, ouve e fica orgulhoso com sua obra na Secretaria da Agricultura. O que é realmente novo pode estar a 411 quilômetros de Curitiba – é Pitangueiras, onde todo mundo tem computador com banda larga gratuita. É por isso que as lavouras têm a melhor produtividade do país. No governo do Osmar internet rápida e barata para todo mundo no Estado. Cena em que Osmar, no comício com Lula aprendendo a falar “companheiras e companheiros”. Revela que levou um ano e meio para aprender a falar isso. Muitas imagens de Osmar com Lula.

Beto Richa abriu seu programa comemorando as pesquisas. O tema foi educação. Ele fala de uma sala de aula. Com quadro negro e giz. Quer oferecer alternativas viáveis. Com a palavra o professor. O professor é Flávio Arns, que fala ao lado de seu ex-aluno Beto Richa. Vai ter uma alternativa muito divertida que é o contra-turno escolar. Música, artes e divertimentos para as crianças. A escola passa a ser parte viva da comunidade e ela cuida da escola. É preciso cuidar do básico como o transporte escolar. O Estado não cuida de sua parte. Ele vai mudar isso. Vai implantar ensino médio profissionalizante. O sistema dos liceus de ofícios, que existe em Curitiba será levado ao Estado inteiro, promete ele. Curitiba tem sempre o primeiro lugar no Ideb. “Vamos garantir o ensino superior público, gratuito e de qualidade”.

PRTB

O PRTB volta a atacar Beto com base na promessa de ficar na Prefeitura. Quem abandonou Curitiba hoje, fatalmente vai abandonar amanhã. A noite novo ataque mirando a saída precoce de Beto da Prefeitura.
Depois, Roboão, candidato do PRTB, diz que estão roubando a educação. Mostra imagens de manchetes da Gazeta sobre o escândalo da Assembléia.

PV

O jogral barroco de Paulo Salamuni e sua vice continua a todo vapor no horário dos verdes. Deviam erradicar as ervas daninhas retóricas do discurso.

PSTU

O PSTU não quer Beto e Lerner nem a volta do clã Dias. O PSTU é contra tudo isso e quer ampliar a contratação dos professores por concurso. Pelo fim da Lei de Responsabilidade Fiscal.

PSol

Luiz Felipe Bergman fala da violência, culpa desse perverso modelo neoliberal.